8 de outubro de 2016

Que falta me faz

Penso que sou uma pessoa desapegada a bens materiais. Cuido do que tenho, administro bem os ganhos e conquistas, não me desespero por perdas de objetos quando essas ocorrem, algo normal ao longo de uma vida. Sempre fui muito prática em relação a isso e inclusive procurei passar esse sentimento para meus filhos. 
Mas, como diz o velho ditado popular: “Sempre tem uma primeira vez”. 
Então, vou revelar um segredo para vocês: aconteceu comigo essa primeira vez, no sentido de perder algo e ficar sentida. Foi a minha medalha da Nossa Senhora das Graças! Eu a usava numa corrente no pescoço há uns vinte e quatro anos, algo que já fazia parte da minha indumentária, diariamente, e já nem conseguia me imaginar sem. Lembro inclusive do dia em que a comprei. 
Sim, eu mesma me dei de presente de aniversário, unindo a beleza de uma joia ao seu significado.

Quando me dei por conta de que não encontraria a medalha, por mais esperança que ainda exista, eu decidi que melhor seria esquecer o assunto, mas sem querer, me pego com uma das mãos procurando a medalhinha no pescoço, gesto que sempre fazia quando achava que deveria sentir a sua força, e aí percebo que perdi algo importante e que está me fazendo muita falta.
Mas, é da vida.

Certa vez eu perdi a medalha e fiz uma promessa e a encontrei 
                    
 

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