5 de janeiro de 2017

A recessão chegou aos shoppings

Tenho visto na imprensa diferentes matérias sobre a crise no comércio, enfocando principalmente os shopping centers. Números recentes apontam que fecham mais lojas do que abrem nesses centros de compras. Também pudera. Várias são as causas deste fenômeno. Os altos aluguéis cobrados pelos administradores dos shoppings praticamente inviabilizam a manutenção da loja pelo empreendedor lojista. Somada a recessão que estamos vivendo, parte da nossa população está recebendo seus salários de forma parcelada, impedida, assim, de consumir. Aliás, não é só neste tipo de equipamento que as lojas estão fechando. É só percorrer as ruas de Porto Alegre para constatar o grande número de lojas fechadas e para alugar.

Não posso deixar de lembrar que não bastando o aluguel recebido das lojas, todo shopping cobra o estacionamento do consumidor, o que a meu ver é um verdadeiro absurdo, posto que este serviço deveria ser gratuito, ou pelo menos, deveria ser concedida uma isenção de duas horas para o cliente. 
Pensei que o Governo Federal iria se sensibilizar com esta situação vivida pelo nosso comércio, quando recentemente divulgou novas medidas econômicas. O que vi foram medidas pífias, sem nenhum efeito prático imediato. Ninguém aguenta mais os juros praticados pelos bancos e administradoras de cartões de crédito. É um verdadeiro absurdo os juros de 480% ao ano cobrados no rotativo de cartões! Aonde vamos parar? Mas o governo anunciou que em breve serão reduzidos a menos da metade. Quem sabe a 200%?
De nada vai adiantar. O paciente está na UTI, em fase terminal. Não resolve dar um paracetamol ao doente. Tem que ser aplicado um tratamento intensivo. É o que a sociedade e os empresários estão aguardando! Urge que as autoridades governamentais adotem medidas econômicas eficientes para que ocorra o destravamento da atividade comercial e industrial, sob pena de seguirem fechando lojas e indústrias no Brasil. Ou, em breve, veremos os shoppings somente como praças de alimentação, ou pior ainda, como “elefantes brancos” vazios.





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